Viajar é preciso

Fizemos nossa primeira viagem no Natal. Finalmente! Se tem um lado positivo de estar sabáica é a liberdade de ir e vir. Cetro?

Nenhum de nós dois é religioso e eu costumo desgostar especialmente dos feriados mega comerciais que nos obrigam a gastar rios de dinheiro pra presentear as pessoas. Além disso, não temos família por perto e o Natal é um dos poucos (só 6) feriados que meu marido tem trabalhando aqui. Ou seja, aproveitamos para viajar, conhecer um lugar novo, sair um pouco de casa e não morrer de saudade da terra brasilis.

A ideia era pegar a estrada, pra economizar custos altos de passagem aérea da alta temporada. E o Pacific Northwest tem tanto lugar bonito que não foi difícil achar um destino legal. Portland, no Oregon, e Vancouver, no Canadá eram as escolhas mais seguras: grandes cidades, estruturadas para turismo, e bem próximas, a menos de 3 horas de carro. Chegamos a cogitar ir para uma cidade pequena também, alugar um chalé no airBnB. Mas as opções não agradaram tanto. No final as contas, eu não queria passar perrengue. Queria sair da minha casinha pra ficar num lugar confortável e relaxar.

Após algumas horas de pesquisa online, achamos uma bela promoção de última hora num hotel muito bacana em Portland com piscina térmica e tudo. E compramos.

A experiência toda foi bem legal. Pegar a estrada foi tranquilo na ida. Asfalto incrível, obviamente, e nenhum pedágio no caminho. Moramos perto da Interstate aqui e o hotel não era longe dela lá tambén. Ou seja, fomos de via expressa praticamente daqui até lá. Mole.

O hotel era bom e logo na chegada já deu pra ver a simpatia quirky dos Portlanders. A cidade se orgulha de seus habitants excêntricos. É difícil explicar mas fácil de entender quando você conversa e observa os locais. Eles são autênticos, idealistas, malucos beleza. Tipo o Darth Vader uniciclista tocador de gaita de fole flamejante retratado na imagem principal do post. Sim, você leu direito.

A cidade é um exemplo de planejamento e ambientalismo. Fizemos um Walking Tour pelo centro (num inverno glaciar, diga-se de passagem) e pudemos conhecer melhor as peculiaridades da cidade. Olha que legal: os prédios são obrigados a ter seu andar térreo envidraçado para não tornar o visual pesado para os pedestres, as calçadas são mais largas que as ruas para privilegiar os mesmo pedestres e os transportes públicos têm prioridade. São ou não são quircky no espírito?

Claro que se tem uma coisa que americano sabe fazer é transformar tudo em business, show business. Turismo é com eles mesmo. Se a cidade não tem história, eles dão um jeito de tornar aquilo ali interessante. Mas é o forte deles mesmo. Você não visita uma cidade americana pra ver monumentos do século retrasado. Geralmente, o que atrai o turista aos EUA é o comércio, as belezas naturais e o profissionalismo. Ô país organizado, gente!

Mas justiça seja feita, a cidade tem mesmo umas peculiaridades divertidas.

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No inverno, os Portlanders gostam de tricotar sweaters para as estátuas de rua, tadinhas.
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Portland tem o menor parque do mundo (recordista no Guinness inclusive). Isso mesmo. Aquele canteirinho redondo acima à direita é o Mills End Park, que um jornalista tanto insistiu que conseguiu oficializar. A prefeitura replanta e tudo!

Enfim, só sei que curtimos nossos 2 dias e meio em Portland do jeito que deu, considerando que era um mega feriado. E saímos já planejando voltar numa época mais amena em que o Farmer’s Market esteja funcionando e pra conseguir entrar no famoso (e lotado) Voodoo Doughnut.

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Voodoo Doughnut e sua interminável fila de turistas. Os locais dizem que não é gostoso mas é Portland Weird então tem que ir visitar…

Pra fechar com chave de ouro, decidimos fazer um caminho mais longo pra casa e ver paisagens bonitas no caminho. Pegamos uma estrada que ia para a costa e, para nossa surpresa, passamos por uma nevasca na serra. Meu marido que estava louco para ver neve ficou igual pinto no lixo. Eu fiquei um pouco tensa. Mas foi tudo bem. E bem bonito, devo confessar. 🙂

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Ah, e semana que vem vamos esquiar. Vamos encontrar minha prima que mora no Canadá em Banff, parque nacional nas Montanhas Rochosas canadenses. Desculpa aí, gente, agora eu sou phyyyynaaaa!

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